Setrem integra projeto piloto de rastreabilidade bovina da Secretaria da Agricultura do RS

Setrem integra projeto piloto de rastreabilidade bovina da Secretaria da Agricultura do RS
Setrem integra projeto piloto de rastreabilidade bovina da Secretaria da Agricultura do RS
Setrem integra projeto piloto de rastreabilidade bovina da Secretaria da Agricultura do RS

Iniciativa começou na sexta-feira (6) no Tambo da instituição e busca ampliar a segurança sanitária e a abertura de mercados para a produção pecuária do Estado.

A Setrem passou a integrar o projeto piloto de rastreabilidade bovina do Rio Grande do Sul. A iniciativa teve início na sexta-feira, 6 de março de 2026, no Tambo da instituição, com a presença de técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Estado e da equipe responsável pelo setor na instituição.

A ação marca o começo da implantação do sistema de identificação individual de bovinos e bubalinos no Estado, um programa conduzido pela Secretaria da Agricultura que pretende ampliar a segurança sanitária do rebanho e fortalecer a competitividade da produção gaúcha no mercado nacional e internacional.

De acordo com o médico veterinário João Artur Schwerz, da Supervisão Regional da Secretaria da Agricultura em Santa Rosa, o projeto busca agregar valor aos produtos de origem animal e atender exigências de mercados consumidores cada vez mais rigorosos.

“A rastreabilidade bovina é um programa da Secretaria da Agricultura que vem para agregar ainda mais valor ao nosso produto e abrir novos mercados para a comercialização da carne, do leite e de seus derivados. A Setrem nos possibilitou iniciar esse trabalho aqui na nossa regional, sendo uma das propriedades que vai integrar esse programa piloto”, explica.

O objetivo do Estado é implantar gradualmente o sistema em todo o rebanho gaúcho até 2030. A partir da identificação individual dos animais, será possível acompanhar toda a trajetória do bovino, desde a origem até o destino final, garantindo maior controle sanitário e transparência na cadeia produtiva.

Na prática, os animais recebem um conjunto de identificação composto por brinco e botão eletrônico com chip. Cada bovino passa a ter um número único registrado no sistema oficial de defesa agropecuária, permitindo o acompanhamento de sua movimentação e histórico sanitário.

“Cada animal terá um número individual, como se fosse um CPF. Isso permite rastrear sua origem, acompanhar toda a vida produtiva e agir com mais rapidez em situações de emergência sanitária”, destaca Schwerz.

Para a Setrem, participar do projeto piloto representa uma oportunidade de fortalecer a integração entre ensino, inovação e produção agropecuária. Segundo o coordenador do Tambo da instituição, Igor Severo, a iniciativa amplia o controle sobre o manejo do rebanho e contribui para a qualificação das atividades desenvolvidas no local.

“Para nós, é muito importante estar dentro desse projeto piloto juntamente com a Secretaria da Agricultura. Isso permite acompanhar todo o ciclo dos animais, desde o nascimento até o final da vida produtiva, incluindo o manejo sanitário. Essa rastreabilidade reforça o compromisso da Setrem com a qualidade e com o desenvolvimento da pecuária leiteira na região”, afirma.

A participação da instituição ocorre de forma voluntária e reforça o papel da Setrem como espaço de formação prática e de conexão com as transformações do setor agropecuário. Além de contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva, a iniciativa também abre novas possibilidades para o uso de tecnologias e inovação no acompanhamento do rebanho.