Resgate da cultura missioneira e orientações técnicas marcam participação da Emater/RS-Ascar em São Nicolau
Quem passou pelo 6ª Expofeira de São Nicolau teve a oportunidade de conferir atrações organizadas por diferentes segmentos, além de atividades voltadas ao resgate da identidade cultural missioneira, em referência aos 400 anos das Reduções Jesuítico-Guaranis. A participação da Emater/RS-Ascar na feira, realizada entre os dias 29 e 31 de maio, reforçou o compromisso da Instituição com o desenvolvimento rural sustentável, a valorização das tradições missioneiras e o fortalecimento das comunidades do campo.
No espaço da Emater/RS-Ascar, os visitantes tiveram acesso a informações sobre políticas públicas destinadas a diferentes públicos do meio rural, como agricultores e pecuaristas familiares, pescadores artesanais, mulheres e jovens rurais. Também foram apresentadas alternativas para diferentes perfis de propriedades rurais, com ênfase em práticas conservacionistas do solo, consideradas a base para o êxito de toda produção agropecuária.
Outro destaque foi a divulgação do Programa Terra Forte, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, além de orientações técnicas e sugestões de melhorias nas propriedades rurais nos aspectos produtivo, social e ambiental. A Emater/RS-Ascar segue à disposição das famílias rurais por meio dos escritórios municipais, atuando no apoio ao desenvolvimento das comunidades.
A programação da Expofeira, de forma geral, também valorizou a gastronomia local, os alimentos produzidos por antigos tropeiros, agricultores e pecuaristas, promovendo integração comunitária e reconhecimento da história regional.
CAFÉ DE CAMBONA
A Emater/RS-Ascar também esteve entre as apoiadoras do tradicional Café de Cambona, promovido pela Prefeitura de São Nicolau no domingo (31/05). Em sua 15ª edição, o evento destacou a missão de preservar e valorizar a herança do tropeirismo gaúcho e das tradições missioneiras.
Reconhecido nacionalmente, o Café de Cambona consolidou São Nicolau como a capital gaúcha da tradição. O município, conhecido como a primeira querência do Rio Grande do Sul, foi porta de entrada das Missões Jesuíticas no território gaúcho. Foi em 3 de maio de 1626 que o padre jesuíta Roque Gonzalez de Santa Cruz atravessou o Rio Uruguai, vindo de Assunção, no Paraguai, e fundou a Redução de São Nicolau, considerada a primeira povoação organizada do atual território do Rio Grande do Sul.
A tradição do Café de Cambona remete aos hábitos dos jesuítas e, posteriormente, dos tropeiros, mascates e carreteiros que percorriam a região. O preparo é feito em fogo de chão, utilizando a cambona, uma espécie de chaleira rústica de metal achatada em um dos lados para facilitar o transporte nas malas de garupa dos cavalos.
O método tradicional inclui ferver a água diretamente na cambona, adicionar o pó de café e, como diferencial, mergulhar um pedaço de carvão em brasa no líquido para acelerar a decantação do pó, dispensando o uso de coador. O tição utilizado, geralmente de madeiras frutíferas ou árvores aromáticas nativas, confere sabor defumado característico à bebida.
O café é servido acompanhado do tradicional bolo frito, preparado em diferentes versões pelos galpões e piquetes participantes do Café de Cambona.














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