Primeira aplicação de defensivos com drone em pomar de citros é realizada em Porto Mauá

Primeira aplicação de defensivos com drone em pomar de citros é realizada em Porto Mauá

O uso de drone foi a alternativa encontrada para oportunizar a aplicação eficiente de defensivos agrícolas em áreas declivosas de Porto Mauá. A primeira aplicação por drone em pomar de citros no município ocorreu nesta quinta-feira (18/12) junto à propriedade de Sônia Dacas e Paulinho da Silva, na localidade de Campo Alegre.

A aplicação foi feita em 0,5 hectares do pomar de laranjas, seguindo as orientações de boas práticas, de modo a melhorar a eficiência e reduzir impactos ambientais como a deriva. O drone do modelo DJI Agras T 40 é operacionalizado pela equipe técnica do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tuparendi e Porto Mauá, que presta este tipo de serviço a produtores do município, principalmente na área de grãos. A aplicação na propriedade de Sônia e Paulinho foi o primeiro teste realizado em fruticultura, sob a condução do piloto Vanderlei Schwantes e apoio do presidente do STR, Ilizeu Reips.

Também acompanharam a atividade, o técnico em Agropecuária da Secretaria Municipal de Agricultura, Rafael Bristke, responsável pela assistência na área de fruticultura, os extensionistas rurais da Emater/RS-Ascar Leni dos Santos Froelich e Germano Büttow, que compartilhou as orientações técnicas embasadas no conhecimento adquirido no curso de citricultura avançada, realizado no Centro de Treinamento da Emater/RS-Ascar em Erechim (Cetre), oportunidade em que foi abordado o uso de drones para aplicações de defensivos agrícolas em pomares de citros.

A aplicação em fruticultura adota parâmetros técnicos diferentes dos empregados em áreas como as de grãos. No caso da propriedade de Porto Mauá, foi adotado o critério de 80 litros por hectare, velocidade de 6km/h, diâmetro mediano volumétrico (DMV) de 250 mícrons e sobrevoo de quatro metros de altura, com faixa de aplicação de quatro metros.

O teste realizado se torna relevante como forma de fornecer subsídios técnicos para a atividade de citricultura, que tem avançado no município, abrangendo aproximadamente 25 hectares somente de laranja.

Para a realização das atividades são adotadas as normas da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), que visam contribuir com a produção agropecuária ao mesmo tempo em que são resguardados cuidados com impactos ambientais e sobre a saúde humana. Foto: Leni dos Santos Froelich