ExpoAgro Cotricampo: Modelo apresentado pela Emater/RS-Ascar orienta cultivo seguro de plantas medicinais e aromáticas
A implantação de um horto doméstico de plantas bioativas pode representar economia para as famílias rurais, atenção especial no cuidado com a saúde e valorização de saberes tradicionais aliados à ciência. A proposta, além de funcional, pode ser integrada ao paisagismo da propriedade, agregando valor estético ao espaço e estimulando o uso cotidiano de plantas com propriedades medicinais.
Essa é uma das parcelas temáticas apresentadas pela Emater/RS-Ascar na 10ª Expoagro Cotricampo, que segue até o próximo sábado (28/02), no campo experimental da Cotricampo, em Campo Novo. Com o tema “Alimentando o Rio Grande”, o espaço institucional evidencia ações de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters), entre elas o incentivo ao cultivo organizado de plantas medicinais nas propriedades.
No espaço das plantas bioativas, os visitantes conferem um protótipo de horto doméstico, estruturado em canteiros temáticos. Conforme explica a extensionista rural Karen Crespan, a proposta é distribuir as espécies de acordo com suas principais funções terapêuticas, facilitando o cultivo e o uso no cotidiano. “O objetivo desse trabalho é propor para as famílias cultivarem em casa essas plantas, terem um horto doméstico também, como este protótipo aqui, e utilizarem essas plantas medicinais, esses chás, no dia a dia, resgatando com base em estudos científicos das funções dessas plantas, das propriedades delas”, destaca.
Entre os exemplos apresentados está o canteiro das plantas indicadas para doenças respiratórias, com espécies como o guaco, utilizado como expectorante e auxiliar da função pulmonar, e a pulmonária, também empregada com essa finalidade. No grupo das plantas calmantes e sedativas, a melissa é uma das referências, tradicionalmente usada para promover relaxamento.
O horto contempla ainda plantas voltadas à saúde digestiva, incluindo espécies de ação hepática, como a alcachofra, reconhecida por sua atuação sobre o fígado. Já no canteiro das condimentares, espécies como o alecrim cumprem dupla função: além de tempero para os alimentos, exercem ação medicinal, sendo consideradas tônico estimulante.
Outras categorias organizam plantas utilizadas para o alívio de dores, como a cúrcuma, e espécies indicadas para a pele e cicatrização, como a babosa, aplicada em casos de feridas e machucaduras. Mas sempre lembrando da necessidade de consultar um médico, procurar os serviços de saúde especializados sempre que surgir algum problema, utilizando as plantas medicinais como um auxiliar no cuidado do próprio corpo e seguindo as orientações dos profissionais da medicina.
A proposta apresentada na feira demonstra que o horto pode reunir, em um mesmo espaço, plantas destinadas a diferentes necessidades de saúde, organizadas de forma didática e funcional. Ao mesmo tempo, o modelo evidencia que é possível integrar produção e ornamentação, incorporando as espécies medicinais ao jardim da casa e cumprindo, simultaneamente, funções terapêuticas e paisagísticas. Foto: Mateus de Oliveira – Divulgação Emater/RS-Ascar














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