Na maioria das regiões é bom o desenvolvimento das culturas de verão

Praticamente metade (48%) das lavouras de milho do Estado está colhida

Na maioria das regiões é bom o desenvolvimento das culturas de verão

A alta luminosidade do período contribuiu para o bom desenvolvimento das culturas de verão. Mais a Oeste do RS, as chuvas estão mais escassas, podendo reduzir o potencial produtivo da soja. Na maioria das demais regiões, o desenvolvimento é bom.

De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado, nesta quinta-feira (25/02), pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), do total implantado, 6% das áreas estão em maturação e a cultura ainda não começou a ser colhida, enquanto que no mesmo período da última safra já haviam sido colhidos 2% das lavouras. Outros 54% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos, 33% em floração e 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

Praticamente metade (48%) das lavouras de milho do Estado está colhida.  Toda a grande região Noroeste apresentou perdas pela estiagem, e as demais regiões têm boa produção e potencial produtivo. A safrinha apresenta bom desenvolvimento. Outros 17% da cultura estão em fase de maturação, 18% em enchimento de grãos, 10% em floração e 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

A colheita do arroz chegou a 5% das áreas implantadas. A boa radiação solar na maioria das regiões produtoras favoreceu a cultura, que segue com bom desenvolvimento no Estado. Outros 31% da cultura estão em fase de maturação, 44% em enchimento de grãos, 18% em floração e 2% em germinação e desenvolvimento vegetativo.

OLERÍCOLAS

Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a alta luminosidade da semana beneficiou o melhor desenvolvimento das olerícolas. Há grande incidência de mosca branca e tripes na cultura do tomate, principalmente nos cultivos em ambiente protegido; plantas vigorosas, com bom pegamento e desenvolvimento de frutos. Os cultivos de mandioca apresentam bom desenvolvimento foliar, mas atraso na formação das raízes tuberosas; lavouras de segundo ano são colhidas para abastecer o mercado. Nas lavouras de batata-doce, o desenvolvimento vegetativo é satisfatório. As folhosas evoluem normalmente, conforme o escalonamento de plantio. O preço da maioria dos produtos ficou estável na semana.

FRUTÍCOLAS

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a semana foi de conclusão da colheita das culturas anuais e perenes de verão – melão, melancia e uva. É positiva a avaliação dos produtores quanto à produtividade e qualidade dos frutos colhidos. Inicia a colheita da bergamota Okitsu; com área pouco expressiva, não é possível abastecer a demanda local. Frutos de bom tamanho, mas de pouca doçura. A cultura do morango está com pouca produção, com frutos pequenos, mas saborosos. O tamanho menor dos frutos tem impulsionado redução dos preços, ficando em R$ 16,50/kg. Demais frutas com preço estável.

Na região de Santa Rosa, segue a colheita em pomares domésticos de butiá, acerola, caqui e de manga tardia. Também há colheita de melão e melancia. E na região de Soledade, estão em fase de colheita uva, pera, figo, entre outras. A qualidade dos frutos é favorecida pelo clima mais seco do que o das semanas anteriores.

BOVINOCULTURA DE CORTE

O rebanho em geral apresenta boas condições corporais principalmente devido à oferta de forrageiras em quantidade e qualidade. Nas áreas onde as pastagens cultivadas de verão já estão com menor capacidade de rebrote, os produtores têm aproveitado o bom desenvolvimento do campo nativo. As temperaturas mais amenas vêm estimulando um maior tempo de pastejo dos rebanhos.

BOVINOCULTURA DE LEITE

As condições meteorológicas têm permitido a retomada do uso das pastagens cultivadas com menor risco de degradação pelo pisoteio e arranque. As temperaturas amenas permitiram que os animais ficassem mais tempo em pastejo.  Nos locais onde predomina a produção à base de pasto, os produtores têm conseguido garantir boa rentabilidade na atividade. Porém, os que dependem de insumos externos, como nos sistemas mais intensivos, a margem líquida está ficando abaixo da esperada pelos produtores, devido ao aumento significativo nos preços de fertilizantes e combustíveis.