Extensionista deixa Emater/RS-Ascar de Porto Lucena e relembra momentos marcantes

Sempre fui bem recebido em todos os municípios, mas as lembranças que mais marcaram foram a satisfação e o reconhecimento pelos agricultores e familiares das orientações técnicas recebidas para a obtenção de aumento de rendimento nas atividades desenvolvidas nas prioridades

Extensionista deixa Emater/RS-Ascar de Porto Lucena e relembra momentos marcantes

Decio José Pohl dedicou 39 anos e três meses de sua vida à extensão rural e, consequentemente, marcou a história de muitas famílias rurais por onde passou. Neste período atuou nos municípios de Cruzeiro do Sul, Barros Cassal, Harmonia, Porto Xavier, Santo Cristo, Porto Mauá, Santo Ângelo e nos últimos sete anos em Porto Lucena. Em agosto deste ano despediu-se da Emater/RS-Ascar e levou consigo, assim como deixou, muitas lembranças.

Era dia 18 de maio de 1981 quando Decio passou a dar seus primeiros passos como extensionista. Já nas duas primeiras semanas passou por uma capacitação em Tramandaí, na época chamada de pré-serviço, para que pudesse iniciar mais preparado o trabalho na extensão, contextualizado por muitos desafios como um cenário de baixas produtividades e pouca renda e infraestrutura, em grande parte do meio rural. “Os planos eram criar uma carreira sólida na Emater e ajudar os agricultores e suas famílias a desenvolver uma agropecuária mais rentável e saudável com melhorias no bem-estar dos familiares”, relembra.

Décio era da turma do Plano Estadual de Extensão Rural, o chamado Projetão, e iniciou seu trabalho em Campina das Missões, onde trabalhou por cinco anos e meio. Através do Projetão, a equipe municipal formada por sete técnicos, uma assistente administrativa e uma auxiliar de serviços gerais, buscava contribuir com a melhoria da produtividade do milho, do feijão, suínos, tudo aliado à melhoria da conservação do solo. O objetivo do Projetão era aumentar, significativamente, o volume da produção e os índices de produtividade da agricultura gaúcha, por meio da transferência de tecnologia agropecuária e gerencial. Dirigindo fuscas e motos, modelo TT 125cc, os técnicos inseridos no modelo de interiorização passaram a residir e atuar em distritos ou comunidades, no intuito de uma maior integração técnico-produtor.

Depois disso, seguiu a caminhada na extensão rural nos municípios de Cruzeiro do Sul, Barros Cassal, Harmonia, Porto Xavier, Santo Cristo, Porto Mauá e Santo Ângelo. “Sempre fui bem recebido em todos os municípios, mas as lembranças que mais marcaram foram a satisfação e o reconhecimento pelos agricultores e familiares das orientações técnicas recebidas para a obtenção de aumento de rendimento nas atividades desenvolvidas nas prioridades”, afirma.

Em 2013 passou a atuar no escritório municipal de Porto Lucena, onde também percebeu muitos avanços nos últimos anos. “Em todos os municípios que passei, os agricultores e familiares perceberam que poderiam melhorar bastante seu bem estar com a aplicação de novas tecnologias para o aumento da produção e diminuição da penosidade. As melhorias nas aplicações das tecnologias e no aumento da produção foram muito significativas”, afirma.