Empresários e gestores rurais revelam otimismo com as três próximas safras

De acordo com quase 50% dos respondentes, a pandemia está impulsionando investimentos de longo prazo no agronegócio

Empresários e gestores rurais revelam otimismo com as três próximas safras

Empresários do agronegócio estão confiantes com as colheitas dos próximos três anos de acordo com a 24ª edição da Pesquisa Global com CEOs da PwC (24th Annual Global CEO Survey), com análise especial para o setor.

De acordo com a pesquisa, a perspectiva no longo prazo, para 77% dos respondentes, é bem mais sólida do que a média brasileira das demais indústrias (67%), já que foi um dos que menos sofreu impacto com a pandemia da Covid-19. O índice de confiança na lucratividade do segmento para 2021 também é maior que a média nacional, sendo 53% ante 49%, respectivamente.

A pesquisa mostra que quase 50% dos respondentes informaram que a empresa ampliou o quadro de trabalhadores nos últimos 12 meses, enquanto, nos demais setores, o acréscimo foi de 31%. Além disso, 63% dos CEOs do agronegócio têm expectativa de realizar mais contratações no próximo ano, número similar aos demais empresários (62%). O levantamento ainda aponta que o foco na automação (40%), na qualificação e na reputação como empregador ético e socialmente responsável (33%) são as principais estratégias do agronegócio para a força de trabalho a fim de aumentar a competitividade da organização.

“As ameaças que têm mais peso na gestão de riscos do agronegócio, além da pandemia, estão relacionadas à volatilidade cambial, às mudanças de comportamento do consumidor e ao aumento das obrigações tributárias, todas com índices acima de 50% conforme a pesquisa, além ainda das mudanças climáticas”, destaca Adriano Machado, sócio da PwC Brasil.

O estudo também aponta que mais da metade dos líderes do setor consideram os mercados da China e dos EUA como os mais importantes para o crescimento dos seus negócios e quase este mesmo percentual têm maior foco em reportar os impactos ambientais, que está entre as áreas-chave e de valor para as suas companhias. Na média nacional, as prioridades para o bom funcionamento dos negócios, segundo os CEOs do agronegócio, estão relacionadas à educação e a adaptabilidade da força de trabalho (67%), à saúde e o bem-estar da força de trabalho (57%), a um sistema tributário efetivo (37%) e à infraestrutura (37%).

Em relação ao impacto da pandemia no gerenciamento de riscos, os líderes de agribusiness vão aumentar o foco na reavaliação de tolerância ao risco (66%) e na digitalização da função de gestão de risco (56%) – assim como a média nacional.

Saiba mais sobre os resultados da pesquisa

De acordo com quase 50% dos respondentes, a pandemia está impulsionando investimentos de longo prazo no agronegócio, em transformação digital, cibersegurança e privacidade de dados.

Como os demais setores, o agronegócio espera que as mudanças no regime tributário tenham maior impacto na estrutura de custo (87%) e nas decisões de planejamento e nas obrigações tributárias (73%).

O agronegócio e a média nacional percebem as mesmas ameaças ao seu crescimento. Contudo, as ameaças preocupam uma parcela maior dos líderes de agro, sendo as três principais: incerteza da política tributária (73%); aumento da obrigação tributária (67%); incerteza política (63%).

Assim como na média nacional, os CEOs do agronegócio acreditam que um sistema tributário efetivo (77%), emprego (43%), educação (40%) e infraestrutura (37%) deveriam ser as prioridades do governo.

Veja o estudo completo em www.pwc.com.br/pt/estudos/preocupacoes-ceos/ceo_survey.html

Fonte: JC