BRS Capiaçú se consolida como alternativa de forrageira em Senador Salgado Filho

O BRS Capiaçú apresenta um elevado potencial de produção, um bom valor nutricional e  baixo custo de implantação em relação às culturas tradicionais, como o milho e o sorgo

BRS Capiaçú se consolida como alternativa de forrageira em Senador Salgado Filho
BRS Capiaçú se consolida como alternativa de forrageira em Senador Salgado Filho

Muitas das mudas de BRS Capiaçú distribuídas na região de Santa Rosa tiveram origem no engajamento de técnicos e produtores de Senador Salgado Filho. A forrageira já está presente em grande parte das propriedades de produtores de leite do município, e em algumas delas está sendo aproveitada também para a produção de silagem. A multiplicação da forrageira surgiu da preocupação da equipe municipal da Emater/RS-Ascar em aumentar a produção de volumoso, levando em conta o perfil da maioria das propriedades de leite locais. Com isso estabeleceu uma parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, que subsidiou a aquisição de 1.540 mudas através da Afubra, no ano de 2018.

Em um primeiro momento as mudas foram distribuídas, em novembro daquele ano, a 26 produtores interessados. Cada um recebeu em torno de 70 mudas do capim e foi desafiado a devolver o dobro de mudas que recebeu para distribuir aos demais produtores do município. “O resultado na época foi tão expressivo que além de serem multiplicadas mudas em Senador Salgado Filho foram beneficiados produtores de pelo menos 20 municípios da região com a distribuição de 400 mudas”, relata o extensionista da Emater/RS-Ascar, Marcos Marmitt.

 

Manejo e aproveitamento do Capiaçú

O BRS Capiaçú apresenta um elevado potencial de produção, um bom valor nutricional e  baixo custo de implantação em relação às culturas tradicionais, como o milho e o sorgo. Segundo a Embrapa Gado de Leite, a cultivar pode atingir uma produção média de 300 toneladas/ha/ano em três cortes.

A fase da cultura depende da utilização desta forrageira em cada propriedade, principalmente após um ano de estiagem. Pode ser colhida manualmente e fornecida picada verde no cocho, com 50 a 70 dias de idade, podendo chegar ao máximo valor nutricional e PB 9,7%. Nesta fase a altura das plantas varia de 2,5 a 3 metros.

Outra forma de uso é a silagem, com idade de corte de 90 a 110 dias, em que a altura da planta varia de 3,5 a 4 metros. O teor de matéria seca gira em torno de 18 a 20%. Marmitt explica que o uso de silagem da BRS Capiaçu na alimentação de vacas em lactação implica em uma necessidade maior na quantidade de concentrado em relação à silagem de milho, mesmo assim, a dieta torna-se economicamente mais viável. Recomenda-se o uso na alimentação para animais com produção diária de até 20 litros de leite e para as outras categorias animais, como vacas secas, novilhas e terneiras, ou até mesmo, na bovinocultura de corte, na ovinocultura e na piscicultura.

 

 Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar - Regional Santa Rosa

Deise A. Froelich

dfroelich@emater.tche.br