Acobio é a nova empresa incubada na Setrem

A atividade da empresa consiste no diagnóstico das pragas, a produção de agentes de controle biológicos e a assessoria técnica na aplicação do bioinsumo adequado para cada lavoura

Acobio é a nova empresa incubada na Setrem
Acobio é a nova empresa incubada na Setrem

A utilização de controle biológico na agricultura é fundamental para a produção de alimentos sem resíduos de agrotóxicos. Com este objetivo foi criada a Acobio, uma empresa focada na produção de insumos para o controle biológico. Ela é o mais recente empreendimento que passa a integrar a Incubadora Tecnológica Setrem.

O contrato foi oficializado nesta semana, com a presença do diretor-geral da Setrem, Sandro Ergang, da coordenadora da Incubadora, Franzéli Kaspary e da professora da Setrem e responsável pela empresa, Cinei Riffel.

A atividade da empresa consiste no diagnóstico das pragas, a produção de agentes de controle biológicos e a assessoria técnica na aplicação do bioinsumo adequado para cada lavoura. “Como diferenciais do negócio serão oferecidos os trabalhos de monitoramento de pragas in loco, identificação e recomendação do momento adequado para controle, liberação do agente de controle biológico e capacitação de mão de obra especializada em monitoramento de pragas”, explica Cinei.

Tecnologia inovadora na agricultura

A equipe da Acobio vem atuando com a produção e distribuição de insumos biológicos desde 2016, por meio de uma parceria com a Faculdade de Agronomia da Setrem. Os insumos são os ovos do hospedeiro, produzidos em laboratório e que são fornecidos aos produtores para produção “on farm”, uma tecnologia que permite a reprodução dos agentes de controle biológico na própria propriedade rural. Esses agentes podem ser liberados na lavoura por meio de cartelas ou até drones.

Um dos produtos desenvolvidos pela Acobio, por exemplo, será utilizado na reprodução de um agente de controle biológico de insetos da ordem lepidoptera em diversas culturas na região, principalmente no cultivo de milho e soja.

“Os agentes de controle biológico integram uma das ferramentas do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que trata do uso simultâneo de diversas ferramentas no manejo e controle de pragas que atacam as lavouras, o que gera prejuízos para os agricultores”, comenta a professora da Setrem, que também é entomologista.

Benefícios aos produtores

Com o controle biológico de pragas, o resultado é o aumento da produção e consequentemente aumento da rentabilidade das propriedades agrícolas. “Com a produção ‘on farm’ de agentes de controle biológico, o produtor reduz a dependência de insumos importados de outras regiões do país”, destaca Cinei.

Além disso, conforme Cinei, a utilização de agentes de controle biológico na agricultura eliminará a contaminação causada pelos agrotóxicos químicos, favorecendo a melhoria da qualidade de vida da população envolvida na produção de alimentos.